Todos os janeiros, quando eu me sinto a mais estúpida das criaturas por alterar minhas 8 horas diárias de sono esperando definição de paredão de Big Brother, eu me espanto em estar do lado daqueles odiados pelos aficcionados do ppv. Os “vilões”, digo, não os do povão. Os vilões são os mais sensatos na minha opinião. Espantoso. Não mais do que se dar conta de como o maior barraco do programa até agora tenha ocorrido na semana do carnaval, quando toda gente de bem caga para paredões e afins (quantos milhões, Bial? Só sete?)? Traz um daqueles auditores manés, que ficam de terninho, esperando a hora de verificar a assinatura do cupom, para dar um mínimo de veracidade para a coisa toda. Na era da internet, um milhão ou dois aqui, quédi cadê onde está.
A pior maneira de se dar conta de que é tudo armado, mesmo, é chegar a essa conclusão depois de 8 anos de negação.


