Coconuts

4 Fevereiro, 2008

há uma luz no fim do túnel

Arquivado como: foda, pff..., selfpity — marinarama @ 9:10 am

Todos os janeiros, quando eu me sinto a mais estúpida das criaturas por alterar minhas 8 horas diárias de sono esperando definição de paredão de Big Brother, eu me espanto em estar do lado daqueles odiados pelos aficcionados do ppv. Os “vilões”, digo, não os do povão. Os vilões são os mais sensatos na minha opinião. Espantoso. Não mais do que se dar conta de como o maior barraco do programa até agora tenha ocorrido na semana do carnaval, quando toda gente de bem caga para paredões e afins (quantos milhões, Bial? Só sete?)? Traz um daqueles auditores manés, que ficam de terninho, esperando a hora de verificar a assinatura do cupom, para dar um mínimo de veracidade para a coisa toda. Na era da internet, um milhão ou dois aqui, quédi cadê onde está.

A pior maneira de se dar conta de que é tudo armado, mesmo, é chegar a essa conclusão depois de 8 anos de negação.

3 Janeiro, 2008

sonho number nine

Arquivado como: aimeudeus, caralho, moi, selfpity, sigh, sonhos — marinarama @ 6:27 pm

Essa eu tenho que compartilhar mundo afora. Bizarro, bizarro.

Ainda na confusão mental de o que sonhei/ o que vivi, dia desses tinha certeza que era capaz de voar. Ainda tirava onda a respeito, pensando “Mas por que essa gente não pegou a manha ainda? Coisa mais simples”. Voava escondido, por não ser tão expert na atividade, estilo balão aproveitando as correntes de ar quente. Mas voava. Sensação de nadar no ar, por assim dizer. Devo ter passado mais de uma semana com esse fato absurdo perdido no meu inconsciente. Primeiro que me perguntasse se eu sabia voar, responderia na lata que sim, ora, como assim você não? Imagina a cena: eu vendo tevê dia desses e me veio o estalo - peraí, mas você não voa, idiota.

Muuuuuito pertubada.

1 Janeiro, 2008

marina, 21/09/27

Arquivado como: ironiadacoisa, moi, music, selfpity — marinarama @ 5:50 pm

Ainda nas constatações de como sou idosa: não lembro de nada.

Não só não lembro em quem votei, não consigo me lembrar de nenhum dos meus últimos Reveillons. Anota aí pra mim que esse eu passei em Copacabana, de laranja (que eu nem sei o que significa), com cinco paulistas de Campinas entre 16 e 22 anos. Ouvindo funk.

Vai trabalhar amanhã, vai, Marina, que isso passa.

27 Novembro, 2007

tv

Arquivado como: moi, selfpity, sigh — marinarama @ 12:31 pm

“Você vai ver os melhores momentos do personagem Dante, de Sete Pecados”

No, thanks.
Me pergunto quantos neurônios perdi em quinze anos de Vídeo Show na cabeça depois da escola.

Outra coisa: dêem um tiro no amigo de cocô do Pedrinho, por favor. Grata.

15 Outubro, 2007

meu mundo caiu

Arquivado como: aborrecimentos, oh!, selfpity — marinarama @ 9:10 pm

doctor andrew rachford-are-you-ok-mate? é casado.

oh bugger.

8 Outubro, 2007

esteriótipos

Arquivado como: aimeudeus, impoliticamente, selfpity — marinarama @ 9:11 pm

tem esse programa australiano - what’s good for you? - que hoje está ensinando a salvar vidas em emergências. qual a pergunta que o cara faz pro acidentado?

- are you ok, mate?

quero casar com o dr. andrew rachford: ambos fizemos cirurgia de miopia e detestamos insetos.

21 Setembro, 2007

looping

Arquivado como: selfpity — marinarama @ 4:49 pm

o aniversário mais “montanha-russa de emoções” da história.

11 Setembro, 2007

eu sou brega mas sou feliz

Arquivado como: aimeudeus, brega, selfpity — marinarama @ 9:37 am

seqüência matinal da mtv que eu cantei de cabo a rabo:

- celine dion - my heart will go on
- backstreet boys - all i have to give
- shania twain - you’re still the one

um dia que promete.

4 Setembro, 2007

sinishtro

Arquivado como: caralho, carioca, selfpity — marinarama @ 6:12 pm

Hoje eu fui até o Méier fazer uma entrevista. Ou seja, cruzei a cidade. Fiquei uns 20 minutos na praia de papatinho social (que sempre me dá bolhas) esperando o 456, “Norte Shopping”. Uma suburbana, praticamente. Passaram todos os ônibus possíveis - Vila Isabel, Abolição, Penha - e eu com uma vontade tamanha de parar todos e perguntar se passavam no Méier. Não era possível, os números das linhas variavam só um dígito (de unidade), eles tinham que passar pelo Méier! Mas como eu já passo vergonha o suficiente errando pontos (duas avenidas indo na mesma direção, como vou eu saber em qual pegar qual ônibus?), me contive. Quando ele finalmente chegou eu acompanhava, apreensiva, onde caralhos* estava eu. Eu que me achava uma pessoa bem localizada. Passou o Maracanã, eu não sou ninguém. Nem ao Maracanã eu consigo chegar sem metrô, pensando bem. E os ônibus acima citados todos indo na mesma direção do 456, enquanto eu, frustrada, pensando no tempo que eu perdi em pé criando bolhas.

Mas não.

Pro Méier, mesmo, só foi o meu. Méier, o bairro sem placas de ruas. Você só sabe onde está se olhar pro chão. Adorei o Méier, de verdade. Imagino o calor ali no verão. Próximo passeio: Ilha do Governador. Quero muito saber qual é da Ilha (que tem bairros internos, você sabia disso? praticamente uma cidade-satélite).

Morar no Rio de Janeiro e ficar em casa de bobeira me dá  a sensação gigante de tempo de entretenimento perdido. “Uma cidade a cantar”, deve ser isso.

* aprendizados do Pan com Don Henrique: palavrão inédito, locução nominal de origem lusitana - “caralhos me fodam, bocetas voadoras” XD

31 Agosto, 2007

por que?

Arquivado como: brega, impoliticamente, selfpity — marinarama @ 3:00 pm

por que eu assisto gnt?

eu sempre fui uma garota multishow. no começo da net eu sabia toda a programação musical (pense anos luz antes de tvz legendado e love chain copiado do E!). eu assistia round house (ou será que foi um sonho distante?), anos incríveis, aprendi a escutar the byrds e assistir monty python. hoje é aquela pobreza de circo do edgard (por que alguém contrata o edgard, cara?).

será que eu passei a assistir gnt pelo simples fato de ter crescido? que eu saiba ainda não curto astrid (novamente, por que alguém contrata algum mtv anos 90?), muito menos marília gabriela.

eu só assisto pelo letterman, pelo jamie, pelo hell’s kitchen e todos os programas britânicos de gordos, mesmo.

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