Coconuts

19 Outubro, 2007

eu não sei como eu não sou assaltada

Arquivado como: aborrecimentos, aimeudeus, caralho, carioca, foda, moi, pôrra, ódio — marinarama @ 9:00 am

No dia que fui à praia, essa garotinha veio vender chiclete e a gente “não, obrigada”, sendo que ela era dessas meninas fórça e, vendo nosso jornal, se interessou pelas palavras cruzadas. Já fiquei feliz em saber que a juventude miserável brasileira ao menos se interessa por palavras cruzadas - olha só, esses professores de rede pública se esforçam, mesmo! - mas a guria começou a colar do banco O TEMPO TODO, jogando minha teoria por terra. Mas estava ela ali, empolgadíssima, preenchendo os quadradinhos, me perguntando as que não tinham no banco (e eu passando por idiota, porque era só as fodas tipo “a que filo pertencem os jabutis”), enquanto o pessoal falava para a candanga inexperiente “olha aí a sua bolsa, cuidado”. Bicho, uns nove anos devia ter a menina. Só queria atenção. Não entra na minha cabeça como a sociedade chegou ao ponto de desconfiar de gente desse tamanho, de simplesmente ignorar o fato de uma garota dessa idade estar trabalhando por míseros centavos em pleno sábado à tarde. Na hora que ela, cansada da posição desconfortável na areia, perguntou se podia ”sentar na sua canga, tia?”, me deu um sentimento horroroso que eu gostaria de nunca mais sentir.

Aí ontem, voltando pela Real Grandeza de noite, vi essa mulher desviando uma calçada inteira de um garoto mal vestido, com seus, o que?, quinze anos, no máximo. Na hora que passei por ele, estava debulhando em lágrimas, implorando para que eu não achasse que era assalto, que ele tava ali desde não sei que horas, que só queria comer ou voltar para casa. A passagem era R$9,50 (”eu nunca devia ter vindo para cá”), então os meus generosos cinco reais não bastariam, que por favor eu o ajudasse e toda aquela coisa. Eu, exausta na minha querida véspera de folga, simplesmente pedi calma, desejei boa sorte e segui na minha direção, largando o moleque sozinho no mundo aos prantos, com fome, sem rumo. Claro que comecei a chorar dez passos adiante, mas não mudei de atitude e ainda acho que fiz o bastante dando cinco paus pra ele.

O Estado sou eu?

9 Agosto, 2007

o que é imortal morre no final

Arquivado como: aimeudeus, caralho, impoliticamente, li..., music, pôrra, sigh — marinarama @ 12:33 pm

A convite da publicação, o crítico José Ramos Tinhorão foi abordado para fazer uma pergunta à dupla.

“Há uma contradição no que você me pede”, disse ele. ”Pessoas inteligentes não falam em Sandy e Junior. E pode atribuir a mim essa declaração. Agora, pode parar de gastar o seu latim e me deixar voltar ao trabalho”, finalizou.

Não entendo a fama atribuída a gente como o Tinhorão. O fato é que a sua franqueza cruel o faz passar uma imagem de grosso. Não é grosseria. É  só a verdade. Marcelo Camelo cantando as quatro estações do ano perdeu muitos pontos comigo. Como será que era o mundo não-politicamente correto?

14 Julho, 2007

Galera

Arquivado como: aborrecimentos, foda, foto, pan, pôrra — marinarama @ 11:58 am


Galera

Upload feito originalmente por marinarama

Antes de vaiar aquele puto com gosto! :)

7 Junho, 2007

my little show at the catwalk

Arquivado como: caralho, foto, li..., music, pôrra — marinarama @ 11:17 am

20 Maio, 2007

Arquivado como: pôrra, ódio — marinarama @ 6:14 pm

Não é para se odiar gente que digita sem dar espaço entre as frases?Porque é uma questão estética, pôrra.Mesmo que a pessoa venha com o papo de ser de exatas,não saber escrever,esse lugar comum.Será que não passa na cabeça da criatura que é simplesmente errado uma letra grudada num ponto grudadanumaletra?

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