Coconuts

23 Dezembro, 2007

ode ao saudosismo

Arquivado como: aborrecimentos, ironiadacoisa, moi, music, pan, sigh — marinarama @ 10:45 am

Mané resoluções do ano novo, mas sim as lembranças de 07:

1. li Saramago;
2. li para caraí, na verdade, uns 10 livros de gente no ócio dos hotéis;
3. fiquei amiga de argentinos;
4. conheci espanhóis;
5. pisei no gramado do Maracanã duas vezes (só falta agora com grama);
6. viajei umas 10 vezes, quantas árvores plantar? hohoho
7. passei uma merda ferrenha, mas também aconteceram muitas coisas bem legais.

Karma, galera, o nome disso é karma.

27 Novembro, 2007

ponderações mil

Arquivado como: aimeudeus, católica, impoliticamente, ironiadacoisa, moi, music, pan, sigh — marinarama @ 12:26 pm

Eu tenho que escutar uma estação cujo slogan é: “porque o ouvido fica muito perto do cérebro”. :)

Me admiro como a mídia adora uma data centenária. Vamos ficar mais meses ouvindo a balela dos 200 anos de chegada da família re… zzz.

Espero que o Flamengo não ganhe a Libertadores; caso contrário, vai me dar o mesmo sentimento que eu tenho pela seleção. Porque, analise: o Flamengo é tão imenso que abrange as pessoas com as quais me identifico e aquelas que desprezo completamente. Ou seja, vou sofrer muito abdicando de uma das poucas alegrias da minha vida.

“- Você é flamenguista, né?
- Ora, me respeite…”

Não mais chamarei Deus de cara gozador e/ou filho da puta (será que publicando isso em um blog a minha vida fica muito pior?) depois de ler “Ensaio Sobre a Cegueira”. Saramago freaks me out so bad. Eu e Deus nos entendemos, tudo culpa das expressões da língua portuguesa. Segundos depois de lamentar com o TP alguma coisa na cozinha, temi não haver suco pro meu almoço. De repente, surgiu uma latinha de Guaraná lá no fundo e eu falei, sem pensar: “Deus é bom”. Tenho que acreditar que sim, né?

Rebeca Gusmão apareceu toda mulherzinha (maquiada, brincos, roupa paty) dando entrevista agora. Ah, poupe-me. Vi no Pan, sei do que falo.

24 Novembro, 2007

-3

Arquivado como: aimeudeus, carioca, exchange, ironiadacoisa, moi, pan, pff..., sigh — marinarama @ 5:25 pm

Ok, vamos por partes. Ontem eu saí de casa como sempre faço, maquiada e encalorada, entrei em um 435, desci a Real Grandeza. Um 435 lotado (por que só percebo os ônibus lotados já dentro deles?), coisa que ainda não tinha me ocorrido nesta terra, cheio de aborrecentes cariocas a caminho da praia falando pelos cotovelos. Levando em consideração que nos dias do Pan eu peguei um 524 e vim mais de hora e meia da Barra ouvindo uns 30 Dona Marta cantando funk, uns 15 Zona Sul não estavam me incomodando, juro. Achei até engraçado quando, ao passar pelo cemitério onde um maluco andava em cima do muro sabe-se lá porque (?) um deles falou: “Ó lá, é um fantasma!”. Conta aí: um.

Porém, como o que tem de teen falante nesta terra tem de velho reclamão/maluco, não demorou até essa piroca sexagenária - que outrora estava abrindo todas as aberturinhas de ar condicionado ao seu alcance, sem se importar com quem estivesse perto - se manifestar e falar a toda altura para as meninas atrás dela: “PÁRA! PÁRA! Você não calou a boca desde que eu entrei no ônibus, tô com dor de ouvido!”. Haha, putz, coisa de outro mundo. A guria ainda ficou batendo boca, dizendo que ela tinha direito de falar o quanto quiser e a velha bufando de raiva. Dois.

Quando chegou o meu ponto, desci e qual não foi minha surpresa ao ver papai noel, the one and only, dirigindo um táxi. Um papai noel meio jovem de barba mista igual casquinha, mas de gorrinho e tudo mais. Três.

Hoje, no mesmo ponto, tava um mendigo ali nas redondezas, de costas para mim, não dei atenção. Nisso chegou uma dessas hippies que perderam o bonde pra Woodstock, ficou na minha frente. E ficou me olhando meio incomodada, assim, não sabia qual era a da maluca. Para o meu deleite, deu sinal para o mesmo ônibus (572, se interessar), e quando me dei conta, o motorista apressou para a gente subir antes que o mendigo fizesse o mesmo. Aí que eu vi: o cara tava com um corte gigante na testa, sangrando horrores; era ele quem a moça ficava olhando tanto. O motorista não deixou ele subir, mesmo sob a insistência da mulher, que isso era coisa pros bombeiros, “mas a gente não passa por um bombeiros no caminho?”, “tem que ligar 193″, “ah por favor liga pra mim que eu não trouxe celular”, uma ruivinha lá ligou e eu suponho que alguém apareceu e costurou o cidadão. Bom, ao menos espero. Quatro.

O -3 é só porque eu tô com 3 horas de sono atrasadas com essa história de sair às 23hs e começar às 7hs. Gente demente.

19 Outubro, 2007

ha!

Arquivado como: caralho, impoliticamente, ironiadacoisa, moi, pan, sigh, sonhos — marinarama @ 8:39 am

Aí hoje eu sonhei que King Kong estava atacando Brasília. Sim, King Kong em pessoa primata, descendo dos céus (estilo escada rolante do além, sabe?) a cada três horas, mais ou menos, aterrorizando o planalto central. O noticiário era super atualizado no estilo “king Kong neste momento está se dirijindo ao Parque Nicolândia, da próxima vez será o Carrefour Norte, repito…” - o que era estranho, visto que King Kong (praticamente um habitante divino) teria dado todo o seu planejamento diário ao jornal local. Uma coisa assim meio Deus e homem se comunicando, mas enfim. Eu estava mais preocupada em fugir de King Kong com o Bruno, do Pan, e só vi o noticiário de relance para me dar conta da genialidade da coisa. Em conclusão: muito cagaço. Devo ter morrido, Syrene me acordou antes que eu soubesse. Onde estava eu com a cabeça ao confiar minha vida ao Bruno?

4 Setembro, 2007

fila em banco de bar

Arquivado como: brega, music, pan — marinarama @ 6:20 pm

Passamos no Jobi sexta à noite - so-called bar de encontro dos Los Hermanos - e não tinha ninguém lá. Triste. Minhas colegas do Pan, céticas, ainda acham que isso é banda de Anna Júlia, desisto de catequizá-las. Pelo menos elas têm razão em dizer que eu só gosto de sujinhos. Aquela que não responde por si quando vê um homem de barba, verdade. 

31 Julho, 2007

mental notes

Arquivado como: brega, carioca, music, pan, pff..., sigh — marinarama @ 10:26 am

eu tava usando esse bloquinho de notas durante o pan, visto que eu sou pessoa das mais esquecidas e era muita informação idiota pra guardar. “ralo entupido 103, garota dos shorts 407″, coisa assim. serviu para anotar os emails de todos, endereços, futuras hospedagens argentinas. e, é claro, para as mental notes do cotidiano de ônibus. eu, como boa usuária do transporte público - parágrafo:

nesses tempos de reeducação ambiental o eufemismo de “pelo menos eu poluo menos que os carros; se todo cidadão de bem andasse de ônibus/trem/metrô o mundo seria bem melhor” me contenta. não sou fodida por não ter grana para um carro, sou uma anti-poluente ambulante

fim do parágrafo - o rio de janeiro tem uma rede rodoviária 190 milhões de vezes melhor que a candanga. primeiro que não se anda um quilômetro até o ponto; segundo que há ônibus para todo e qualquer (todos os caminhos levam à central ou à praça XV). já recebi, de fato, tal conselho: se um dia estiver perdida na vida, pegue qualquer coisa para a central ou a praça XV que de lá se chega em casa. everybody wants to go to hollywood my ass.

mas as mental notes, claro. a ver como anotei. “caspa, cabelos” - creio eu que 90% da população adulta brasielra tem caspa. nesses dias de inverno que os cariocas tiram os casacos do mofo, é uma fartura. todos os que sentam na minha frente sofrem da condição. triste. não mais triste que os tons de tinta de cabelo, claro. aquelas senhorinhas de mil novecentos e bolinhas com tons super naturais de wellaton acaju. alguém crie uma ong para as coitadinhas.

“paradiso fm”. deve ser só daqui do rio, essa plagiadora de jingles do seinfeld (igualzinho, igualzinho!)  que só toca coisas repetidas a la shania twain, hey jude e uma MUITO RUIM que eu sempre escutava e pensava comigo mesma : é, o rapaz um dia aprende a fazer uma música com duas partes decentes”. qual não foi minha surpresa ao saber que se tratava de “everybody’s gonna dance tonight” (ou coisa que o valha) do novato paul mccartney. tcs tcs. um repertório brega, por assim dizer. mas quem não é brega, diga-me?

“rio card”, que lá em brasília pelo menos não tinha. um cartão magnético com créditos a serem debitados pela maquininha da catraca. ao invés de dar 2 reais pro cobrador todo dia, passa o cartãozinho. cobrador, uma profissão em extinção (quem ostentará unhas longas do mindinho agora?). a breguice da situação não é dessa natureza, entretanto. é que a maioria dessa gente  deixa o cartão magnético dentro da carteira. alguém muito perspicaz descobriu que só colocando a carteira no leitor, sem tirar o cartão de dentro, passa. deve ter sido o ápice do dia para a galera porque é uma satisfação pessoal colocar aquelas carteiras da C&A no leitor, estilo pequenos prazeres amelie poulain. mas, novamente, o mundo é brega. eu escuto abba e sidney magal, minha avó tem vasos de flores artificiais no banheiro, com direito a pinguinhos de orvalho artificiais. eu tenho que fazer um post com fotos de coisas bregas nesta casa. aguarde.

29 Julho, 2007

Aprendizados do pan

Arquivado como: aborrecimentos, carioca, pan — marinarama @ 6:10 pm

Isso eu já sabia há tempos, mas fica a lembrança: não canto no tom do hino. Passo todas as clavas fortes tentando achar o tom certo.

Muito cacique para pouco índio.

Os argentinos (em sua maioria) são pessoas amáveis e doces. Fui melhor tratada do que por muitos brasileiros.

Escambo é uma atividade legal. Quando se mede XXL, é claro.

Pins são disputados a tapa, para depois de tudo acabarem sem utilidade alguma whatsoever.

 —

Governantes, organizadores, responsáveis, por favor não deixem que uma Olimpíada seja sediada aqui.

Grata

 Marina Borges

23 Julho, 2007

aprendizados da semana

Arquivado como: aborrecimentos, caralho, foda, pan, pff... — marinarama @ 8:11 pm

No domingo, perdi parte da fé no meu país - e na expectativa de uma olimpíada local - durante a briga da final. Nem vou comentar a respeito porque vai parecer que eu me naturalizei portenha. Oscar Schimidt foi, é, e sempre será um babaca.

Eu não me impressiono mais com celebridades. Ou ando totalmente por fora dos atletas tupiniquins. Ou não me importa, vá saber.

Eu tinha um puta aprendizado para conclui o post, mas acabei esquecendo. Deixa pra lá, então.

and yet another one

Arquivado como: carioca, music, pan — marinarama @ 8:06 pm

qual é a da trilha sonora dos ônibus do metrô que vão pra barra, hein?

14 Julho, 2007

Galera

Arquivado como: aborrecimentos, foda, foto, pan, pôrra — marinarama @ 11:58 am


Galera

Upload feito originalmente por marinarama

Antes de vaiar aquele puto com gosto! :)

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