Coconuts

3 Junho, 2008

vida

Arquivado como: aimeudeus, carioca, sigh, syrene, ódio — marinarama @ 8:29 pm

(não a cachorrinha da giselle)

John me escreveu, depois de eras. Tá, um mês, até menos, mas me pareceu uma era. Vai parar de trabalhar 100 horas/semana, ainda bem.

Cancelei meu curso de inglês porque vivo em Santa Cruz na hora das aulas e por total de completa falta de perspectiva. Hum, pagarei 400 pilas e ganharei mais um certificado - com validade. Para que, me diz.

Amanhã vou levar minha avó para casa do oculista, já que ela vai dilatar a pupila. Wish me luck.

Meu avô do cerrado tá internado desde a semana passada, muito receio de perdê-lo a qualquer momento. Eu só consigo falar por telefone, então só toco no assunto Fluminense na Libertadores pra não chorar feito uma idiota. Não sei se vou. Não sei nada.

Decidi NUNCA MAIS almoçar com eles dois; já captei todo o plano mirabolante dela.

7 Abril, 2008

milionária

Arquivado como: caralho, moi, putaquepariu, ódio — marinarama @ 7:50 pm

Eu confesso que não era daquelas pessoas que detestam pombos de graça. Que se incomodam com as doenças, a super-população em praças, os barulhos (escreva aqui o nome do barulho de pombo, que me fugiu agora). Só dizia mesmo que pombos eram como ratos com asas porque ouvi Bart Simpson falando algo a respeito uma vez e coloquei na cabeça.

Até hoje.

Porque no dia que um pombo caga no seu braço você passa a concordar com a maioria.

19 Outubro, 2007

eu não sei como eu não sou assaltada

Arquivado como: aborrecimentos, aimeudeus, caralho, carioca, foda, moi, pôrra, ódio — marinarama @ 9:00 am

No dia que fui à praia, essa garotinha veio vender chiclete e a gente “não, obrigada”, sendo que ela era dessas meninas fórça e, vendo nosso jornal, se interessou pelas palavras cruzadas. Já fiquei feliz em saber que a juventude miserável brasileira ao menos se interessa por palavras cruzadas - olha só, esses professores de rede pública se esforçam, mesmo! - mas a guria começou a colar do banco O TEMPO TODO, jogando minha teoria por terra. Mas estava ela ali, empolgadíssima, preenchendo os quadradinhos, me perguntando as que não tinham no banco (e eu passando por idiota, porque era só as fodas tipo “a que filo pertencem os jabutis”), enquanto o pessoal falava para a candanga inexperiente “olha aí a sua bolsa, cuidado”. Bicho, uns nove anos devia ter a menina. Só queria atenção. Não entra na minha cabeça como a sociedade chegou ao ponto de desconfiar de gente desse tamanho, de simplesmente ignorar o fato de uma garota dessa idade estar trabalhando por míseros centavos em pleno sábado à tarde. Na hora que ela, cansada da posição desconfortável na areia, perguntou se podia ”sentar na sua canga, tia?”, me deu um sentimento horroroso que eu gostaria de nunca mais sentir.

Aí ontem, voltando pela Real Grandeza de noite, vi essa mulher desviando uma calçada inteira de um garoto mal vestido, com seus, o que?, quinze anos, no máximo. Na hora que passei por ele, estava debulhando em lágrimas, implorando para que eu não achasse que era assalto, que ele tava ali desde não sei que horas, que só queria comer ou voltar para casa. A passagem era R$9,50 (”eu nunca devia ter vindo para cá”), então os meus generosos cinco reais não bastariam, que por favor eu o ajudasse e toda aquela coisa. Eu, exausta na minha querida véspera de folga, simplesmente pedi calma, desejei boa sorte e segui na minha direção, largando o moleque sozinho no mundo aos prantos, com fome, sem rumo. Claro que comecei a chorar dez passos adiante, mas não mudei de atitude e ainda acho que fiz o bastante dando cinco paus pra ele.

O Estado sou eu?

30 Maio, 2007

Arquivado como: music, ódio — marinarama @ 5:47 pm

all the boys i hate/ all the girls i hate/ all the words i hate/ all the clothes i hate 

Não se esforce muito pra me irritar. Às vezes a sua própria existência já me basta.

Enviar textos metidos a engraçados, abarrotados de palavrões, atribui-los ao Jabor (que triste a sua inspiração), ao Millôr (melhorou) ou ao Veríssimo (ainda há esperança no mundo) é uma boa medida.

Questionar o meu profissionalismo, reclamar de algo que eu não poderia ter feito de qualquer maneira é outra.

Gritar (de alegria, de tristeza, de raiva, EM DISCUSSÕES) é a maior de todas.

Ainda bem que pelo menos o Kapranos me entende.

20 Maio, 2007

Arquivado como: pôrra, ódio — marinarama @ 6:14 pm

Não é para se odiar gente que digita sem dar espaço entre as frases?Porque é uma questão estética, pôrra.Mesmo que a pessoa venha com o papo de ser de exatas,não saber escrever,esse lugar comum.Será que não passa na cabeça da criatura que é simplesmente errado uma letra grudada num ponto grudadanumaletra?

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