22 Abril, 2008
30 Novembro, 2007
eu sou uma franga
e aí que eu arrumei um emprego decente, seg-sex, 8 às 18hs, como qualquer pessoa de bem, e fiquei com dó de dar o pé na bunda do emprego alternativo, 6 x 2, 15hs às 23hs. dó dos pobres coitados como eu outrora, que sofrerão as consequências da minha ausência, somada a já constante falta de pessoal. mas… fazer o que, né?
um trabalho no buxixo do centro (sebos, museus, culinária internacional variada), com mesa e computadores próprios, metrô a escolher… sem comparação.
até entrei numa igreja depois de anos e anos para agradecer aquela força.
24 Novembro, 2007
-3
Ok, vamos por partes. Ontem eu saí de casa como sempre faço, maquiada e encalorada, entrei em um 435, desci a Real Grandeza. Um 435 lotado (por que só percebo os ônibus lotados já dentro deles?), coisa que ainda não tinha me ocorrido nesta terra, cheio de aborrecentes cariocas a caminho da praia falando pelos cotovelos. Levando em consideração que nos dias do Pan eu peguei um 524 e vim mais de hora e meia da Barra ouvindo uns 30 Dona Marta cantando funk, uns 15 Zona Sul não estavam me incomodando, juro. Achei até engraçado quando, ao passar pelo cemitério onde um maluco andava em cima do muro sabe-se lá porque (?) um deles falou: “Ó lá, é um fantasma!”. Conta aí: um.
Porém, como o que tem de teen falante nesta terra tem de velho reclamão/maluco, não demorou até essa piroca sexagenária - que outrora estava abrindo todas as aberturinhas de ar condicionado ao seu alcance, sem se importar com quem estivesse perto - se manifestar e falar a toda altura para as meninas atrás dela: “PÁRA! PÁRA! Você não calou a boca desde que eu entrei no ônibus, tô com dor de ouvido!”. Haha, putz, coisa de outro mundo. A guria ainda ficou batendo boca, dizendo que ela tinha direito de falar o quanto quiser e a velha bufando de raiva. Dois.
Quando chegou o meu ponto, desci e qual não foi minha surpresa ao ver papai noel, the one and only, dirigindo um táxi. Um papai noel meio jovem de barba mista igual casquinha, mas de gorrinho e tudo mais. Três.
Hoje, no mesmo ponto, tava um mendigo ali nas redondezas, de costas para mim, não dei atenção. Nisso chegou uma dessas hippies que perderam o bonde pra Woodstock, ficou na minha frente. E ficou me olhando meio incomodada, assim, não sabia qual era a da maluca. Para o meu deleite, deu sinal para o mesmo ônibus (572, se interessar), e quando me dei conta, o motorista apressou para a gente subir antes que o mendigo fizesse o mesmo. Aí que eu vi: o cara tava com um corte gigante na testa, sangrando horrores; era ele quem a moça ficava olhando tanto. O motorista não deixou ele subir, mesmo sob a insistência da mulher, que isso era coisa pros bombeiros, “mas a gente não passa por um bombeiros no caminho?”, “tem que ligar 193″, “ah por favor liga pra mim que eu não trouxe celular”, uma ruivinha lá ligou e eu suponho que alguém apareceu e costurou o cidadão. Bom, ao menos espero. Quatro.
O -3 é só porque eu tô com 3 horas de sono atrasadas com essa história de sair às 23hs e começar às 7hs. Gente demente.
27 Outubro, 2007
ipaneema
Mudei de hotel - porque putaria pouca de terceirizado é bobagem - e estou em Ipanema. Tendo que aturar bitchness de recepcionista que se acha gerente e manejar um notebook zerinho sem conexão. Piloto de teco-teco em jato nunca fez tanto sentido.
Os dias de Copacabana são outrora: adeus, brigadeiro da Gourmet, velhinhos da esquina de Siqueira, cachorros de sapatinhos.
Pergunta se no primeiro dia eu não peguei ônibus errado.
15 Outubro, 2007
exchange
(merece até tag especial daqui para frente)
- have you exchanged here before, sir?
- no.
- i need your passport number.
- xxxxx
- and where are you from, sir?
- (orgulhoso) i’m from kokomo, indiana!
- (empolgada) oh, isn’t there a beach boys song called kokomo?
- but there’s no beach in kokomo…
(créditos do vídeo a joão leonel)
(créditos da canção a mr. chandler bing)
8 Outubro, 2007
uma palhaça
Diálogo no hotel hoje:
Eu: Are you from France, sir?
John French: No, Texas.
(em pensamento): yeah, never heard that before…



