*ressaquinha*
12 Abril, 2008
7 Abril, 2008
milionária
Eu confesso que não era daquelas pessoas que detestam pombos de graça. Que se incomodam com as doenças, a super-população em praças, os barulhos (escreva aqui o nome do barulho de pombo, que me fugiu agora). Só dizia mesmo que pombos eram como ratos com asas porque ouvi Bart Simpson falando algo a respeito uma vez e coloquei na cabeça.
Até hoje.
Porque no dia que um pombo caga no seu braço você passa a concordar com a maioria.
3 Janeiro, 2008
sonho number nine
Essa eu tenho que compartilhar mundo afora. Bizarro, bizarro.
Ainda na confusão mental de o que sonhei/ o que vivi, dia desses tinha certeza que era capaz de voar. Ainda tirava onda a respeito, pensando “Mas por que essa gente não pegou a manha ainda? Coisa mais simples”. Voava escondido, por não ser tão expert na atividade, estilo balão aproveitando as correntes de ar quente. Mas voava. Sensação de nadar no ar, por assim dizer. Devo ter passado mais de uma semana com esse fato absurdo perdido no meu inconsciente. Primeiro que me perguntasse se eu sabia voar, responderia na lata que sim, ora, como assim você não? Imagina a cena: eu vendo tevê dia desses e me veio o estalo - peraí, mas você não voa, idiota.
Muuuuuito pertubada.
29 Dezembro, 2007
publicações musicais
Me bateu o maior remorso quando chegou a última edição da Revista da mtv, última indeed, com cartas de despedida e tudo mais. Eu tinha cancelado a assinatura semanas antes. Lamento pelo desemprego e tal, mas a revista estava uma bosta. Nem os ingressos de cinema salvavam ultimamente. Sem perceber, até comprei três Rolling Stones para compensar. Do Jack Sparrow, the Police e Rita Lee, porque Faustão, convenhamos.
Esta última, então, me proporcionou momentos hilários dentro do avião durante a subida, contrastando com as dores lacinantes que eu senti na descida. As risadas foram daquele tipo que você sente vergonha de si mesmo por rir tanto a ponto de causar curiosidade nas pessoas perto. Mal sabia a guria de 12 anos ao meu lado que se tratava de uma sensacional - mas muito suja - divagação de Tom Zé:
“Ele [o LP de 1979, Mania de Você] foi responsável pela educação sexual daquela época, com suas letras sexo-pedagógicas criadas pelo fato de Rita ter encontrado um marido tão fantástico como Roberto de Carvalho. Nunca vi uma pessoa se apaixonar tanto por um pau de um namorado a ponto de tecer loas constantes e repetidas em tudo que cantava. (…) No futuro , as moças podiam até reivindicar um pau como o que ela teve. A ciência, quando se tornar útil para o povo, vai estudar o pau de Roberto de Carvalho, criar pênis iguais e pôr no mercado. Toda moça haverá de dizer: ‘Também quero o meu igual’.
Eu preciso muito assistir Fabricando Tom Zé.
As dores lacinantes, pois. Em uma das últimas viagens de avião eu senti essa dor absurda de pressão no olho, parecia que ia sair e ficar dependurado na minha mão, a esta hora já em forma de conchinha. Dessa vez, não, a dor começou no pouso e pegou a cabeça toda. Insuportável você sentir algo que não sabe de onde vem, pensar que sua cabeça vai explodir a la Jimmy Worm, sair correndo pro banheiro, meter uma água no rosto de não adiantar nada. Tive a magnífica idéia de perguntar o que fazer à aeromoça (profissão que desprezo completamente, garçonete dos ares; mas já que está ali, deve saber algo). “A senhora deve estar gripada”. Diagnóstico final: sinusite. 80 reais de remédio, um calor infernal, reunião em Santa Cruz em pleno 26/12…
Fim de ano escroto, você não faz nem idéia.
19 Dezembro, 2007
28 Outubro, 2007
será?
Eu parei de fumar um depois de Tropa de Elite (NOT!), mas ando meio chapada quanto a realidade/sonho. Acho que é efeito colateral de dormir demais. E olha que Syrene não me deixa dormir quanto eu deveria, com seus sutis passinhos pela cozinha. Pê Esse, eu trabalho às 15hs, cidadãos, deixem-me em paz. No dia seguinte à chuva*, por exemplo. Atravessei o sinal do ponto de ônibus e na árvore da escola alemã estava subindo esse IMENSO rato, meio pelado, assim; que de tão grande eu fiquei na dúvida se era mesmo um roedor. Um cara que vinha na direção oposta riu da minha cara de intrigada/enojada, então pensei que deveria se tratar de uma espécie nativa (sagüi, siri, jabuti?). Deixei passar. Ontem, relembrando e comentando com minha tia, ela confirmou que sagüi se trata de um macaco, então, mermão, aquilo era uma ratazana absurda de imensa e nojenta. Ahhh! Mas o fato é - era um bicho tão macabro que o meu cérebro interpretou como peça de sonho, igual King Kong.
* A chuva, THE rain, sf. precipitação pluviométrica na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro aos 24 de outubro de 2007.
É, eu sei que daqui a pouco a escala da chuva só tende a piorar:
19 Outubro, 2007
…
Isso me lembra outro dia, quando, passando na frente da Igreja São João Batista de noite, tava rolando algum evento especial com apresentação do Santíssimo, gente bonita e elegante na Igreja. Do lado de fora, nas escadarias (o meu ponto de vista) tava esse molequinho engraxate, pedindo esmola. A bizarrice da coisa foi a elegância do Santíssimo e das pessoas, todos de costas e ignorando os pedidos do garoto imundo; contradição mor em um ambiente teoricamente democrático.
FO-DA. Tá cada dia mais difícil.
eu não sei como eu não sou assaltada
No dia que fui à praia, essa garotinha veio vender chiclete e a gente “não, obrigada”, sendo que ela era dessas meninas fórça e, vendo nosso jornal, se interessou pelas palavras cruzadas. Já fiquei feliz em saber que a juventude miserável brasileira ao menos se interessa por palavras cruzadas - olha só, esses professores de rede pública se esforçam, mesmo! - mas a guria começou a colar do banco O TEMPO TODO, jogando minha teoria por terra. Mas estava ela ali, empolgadíssima, preenchendo os quadradinhos, me perguntando as que não tinham no banco (e eu passando por idiota, porque era só as fodas tipo “a que filo pertencem os jabutis”), enquanto o pessoal falava para a candanga inexperiente “olha aí a sua bolsa, cuidado”. Bicho, uns nove anos devia ter a menina. Só queria atenção. Não entra na minha cabeça como a sociedade chegou ao ponto de desconfiar de gente desse tamanho, de simplesmente ignorar o fato de uma garota dessa idade estar trabalhando por míseros centavos em pleno sábado à tarde. Na hora que ela, cansada da posição desconfortável na areia, perguntou se podia ”sentar na sua canga, tia?”, me deu um sentimento horroroso que eu gostaria de nunca mais sentir.
Aí ontem, voltando pela Real Grandeza de noite, vi essa mulher desviando uma calçada inteira de um garoto mal vestido, com seus, o que?, quinze anos, no máximo. Na hora que passei por ele, estava debulhando em lágrimas, implorando para que eu não achasse que era assalto, que ele tava ali desde não sei que horas, que só queria comer ou voltar para casa. A passagem era R$9,50 (”eu nunca devia ter vindo para cá”), então os meus generosos cinco reais não bastariam, que por favor eu o ajudasse e toda aquela coisa. Eu, exausta na minha querida véspera de folga, simplesmente pedi calma, desejei boa sorte e segui na minha direção, largando o moleque sozinho no mundo aos prantos, com fome, sem rumo. Claro que comecei a chorar dez passos adiante, mas não mudei de atitude e ainda acho que fiz o bastante dando cinco paus pra ele.
O Estado sou eu?
ha!
Aí hoje eu sonhei que King Kong estava atacando Brasília. Sim, King Kong em pessoa primata, descendo dos céus (estilo escada rolante do além, sabe?) a cada três horas, mais ou menos, aterrorizando o planalto central. O noticiário era super atualizado no estilo “king Kong neste momento está se dirijindo ao Parque Nicolândia, da próxima vez será o Carrefour Norte, repito…” - o que era estranho, visto que King Kong (praticamente um habitante divino) teria dado todo o seu planejamento diário ao jornal local. Uma coisa assim meio Deus e homem se comunicando, mas enfim. Eu estava mais preocupada em fugir de King Kong com o Bruno, do Pan, e só vi o noticiário de relance para me dar conta da genialidade da coisa. Em conclusão: muito cagaço. Devo ter morrido, Syrene me acordou antes que eu soubesse. Onde estava eu com a cabeça ao confiar minha vida ao Bruno?
8 Outubro, 2007
outra palhaça
ievete sangalo singing in english pra philips.
vamo simplificar o caralho; caixão não tem gaveta, ivetinha.



