Pior semana do ano. Diria da década. Do século XX seria exagero.
Segunda - bom, segunda ainda estava me enganado, me preparando para a rasteira de terça - eu ainda no clima otimista no horóscopo de domingo. Mas uma amiga caiu da escada e se estragou toda.
Na terça, a filha desta mesma desastrada foi internada. Crise de asma. Já tinha parado na UTI anos antes. Preocupações.
Quarta, a fatídica. Sem comentários. Flamengo entregou o ouro. Dormi inocente, coitadinha, já pensando em qual locação latino americana pousaríamos no futuro. Decadente. Mas pior foi a UTI se concretizar. Sete anos, a bichinha. Coração apertadinho.
Quinta, a zoação que se estende até hoje. Soy loco por ti, America. Reuniões mil, correria geral, o caos completo. Mas pelo menos fora da UTI.
Sexta, mais fuzarca, chefe escroto, esporros muito sutis. Agüentei até o fim. Aí, em um momento mulherzinha no final do dia, liguei para mamãe chorando (do ônibus, olha que coisa patética):
- Se eu pagar sua passagem de presente de Dia das Mães, você vem pra cá?
Já tinha comprado, ia chegar de surpresa sem me avisar.
Sério, os poderes conquistados com a maternidade me pertubam muitíssimo.