Coconuts

29 Março, 2008

Ainda nerd

Arquivado como: aborrecimentos, nerd, sigh — marinarama @ 10:01 am

Meu chefe detesta o Word. Põe todos os males do mundo na conta do Word: que não sabe transferir tabela para o corpo do email, que não sabe fazer print screen pro corpo do email. Eu cá comigo acho que a culpa toda é do programa de email dele, o Mozilla, tão pior que o navegador. Já falei, mas você acha que ele me escuta?

Coisas que me aborrecem na informática: atalhos. Negrito, por que não podem finalmente chegar a um veredito, se vai ser ctrl+B ou ctrl+N? Um saco isso de ter que lembrar que no WordPress é inglês, então ctrl+N é abrir coisa nova. Detesto. A burocracia, que eu pensava ser exclusividade nacional, veja só, afeta até os comandos de informática.

Falei que dia desses queria a segunda via da identidade SSP/DF e descobri que, seu quiser, posso fazer uma nova RJ? Imagina. Posso ir em todos os estados da federação e ter um de cada, já pensou? Olha que absurdo. O trabalho que ia me dar, preencher todos os formulários de novo?!

Mas cá entre nós, o Word é bem limitadinho, mesmo. O que são aqueles índices? Don’t even get me started.

2 Fevereiro, 2008

Historinha de infância…

Arquivado como: aborrecimentos, moi — marinarama @ 8:24 am

…que possa explicar uma coisa ou duas.

Domingo de praia, tô eu lá na água, fascinada com as conchinhas e com meu pé afundando na areia (a sensação que candango não pode sentir o ano inteiro). Sei lá, vamo dizer oito anos. Na minha, não incomodando ninguém. Me aparece essa semelhante de mesma idade e me pergunta, na lata: “Quer ser minha amiiiga?”. Eu não lembro da fisionomia da pessoa, não guardei nada da cor do biquini ou similares, mas a voz irritante da cidadã me fazendo essa pergunta (idiota até para a minha versão 8 anos) é algo que ficará no meu hipocampo até o fim dos dias.

CLARO que eu simplesmente a ignorei, voltei pra barraca e contei para papai, mamãe e titia, indignada, o que a garota tinha dito. Puta da vida.

Uma escrota precoce.

30 Janeiro, 2008

sério.

Arquivado como: aborrecimentos, foda, putaquepariu — marinarama @ 7:11 pm

Tem esse muleque aqui na rua que eu detesto, Gabriel. Nunca troquei uma palavra com o 12-year-old, mas vejo ele sutilmente berrando do quinto andar para baixo e vice-versa (ele não deve ser familiarizado com a nova ferramenta, interfone). Levando em consideração que é no prédio da frente, eu sei que ele divide apartamento conjugado com irmã, mãe e pai.

O pai. O que falar do cidadão? Primeiro, que Gabriel aprendeu a berrar com o genitor, na maioria das vezes é o seu gentil interlocutor - Pôrra, Gabriel, já não mandei subir?!

Pois bem, estou eu voltando pra casa quando encontro a família no caminho (como não reconhecer aquele cabelo de cuia do Gabriel?). Não presencio o ba-ba-ca do pai dando uma singela rasteira no Gabriel, dessas que a gente (quando tem 12 anos) dá de zoação nos outros pra cair? “Você não fez comigo? Leva de volta”.

Gabriel faz muito pouco em berrar por não querer subir.

18 Janeiro, 2008

drummond

Arquivado como: aborrecimentos, foda, pff... — marinarama @ 7:27 pm

Hoje o funcionário da contabilidade da minha empresa não acordou. Morreu dormindo. Aquele que eu sempre gostei de pensar que inspirou o nome J. Pinto Fernandes na Quadrilha do CDA. Triste.

Mais triste foi o pessoal meio que boicotar o enterro só porque era lá em Niterói, sabe-se lá onde. Ou então ir só porque seria liberado às 15hs. Muito triste mesmo.

As pessoas não param de me decepcionar ultimamente.

há sempre…

Arquivado como: aborrecimentos, carioca, moi — marinarama @ 7:19 pm

… uma criança perguntando.
… uma criança pulando.
… um(a) velho(a) atrasando a velocidade de passagem na calçada.
… um homem mané no vagão das mulheres.
… alguém tirando foto do Pão de Açúcar na sacada do shopping Botafogo.

… máximas de Chandler Bing na minha mente em ocasiões como essas.

29 Dezembro, 2007

publicações musicais

Arquivado como: aborrecimentos, brega, caralho, carioca, foda, ironiadacoisa, li..., moi, music, oh!, pff... — marinarama @ 11:53 am

Me bateu o maior remorso quando chegou  a última edição da Revista da mtv, última indeed, com cartas de despedida e tudo mais. Eu tinha cancelado a assinatura semanas antes. Lamento pelo desemprego e tal, mas a revista estava uma bosta. Nem os ingressos de cinema salvavam ultimamente. Sem perceber, até comprei três Rolling Stones para compensar. Do Jack Sparrow, the Police e Rita Lee, porque Faustão, convenhamos.

Esta última, então, me proporcionou momentos hilários dentro do avião durante a subida, contrastando com as dores lacinantes que eu senti na descida. As risadas foram daquele tipo que você sente vergonha de si mesmo por rir tanto a ponto de causar curiosidade nas pessoas perto. Mal sabia a guria de 12 anos ao meu lado que se tratava de uma sensacional - mas muito suja - divagação de Tom Zé:

“Ele [o LP de 1979, Mania de Você] foi responsável pela educação sexual daquela época, com suas letras sexo-pedagógicas criadas pelo fato de Rita ter encontrado um marido tão fantástico como Roberto de Carvalho. Nunca vi uma pessoa se apaixonar tanto por um pau de um namorado a ponto de tecer loas constantes e repetidas em tudo que cantava. (…) No futuro , as moças podiam até reivindicar um pau como o que ela teve. A ciência, quando se tornar útil para o povo, vai estudar o pau de Roberto de Carvalho, criar pênis iguais e pôr no mercado. Toda moça haverá de dizer: ‘Também quero o meu igual’.

Eu preciso muito assistir Fabricando Tom Zé.

As dores lacinantes, pois. Em uma das últimas viagens de avião eu senti essa dor absurda de pressão no olho, parecia que ia sair e ficar dependurado na minha mão, a esta hora já em forma de conchinha. Dessa vez, não, a dor começou no pouso e pegou a cabeça toda. Insuportável você sentir algo que não sabe de onde vem, pensar que sua cabeça vai explodir a la Jimmy Worm, sair correndo pro banheiro, meter uma água no rosto de não adiantar nada. Tive a magnífica idéia de perguntar o que fazer à aeromoça (profissão que desprezo completamente, garçonete dos ares; mas já que está ali, deve saber algo). “A senhora deve estar gripada”. Diagnóstico final: sinusite. 80 reais de remédio, um calor infernal, reunião em Santa Cruz em pleno 26/12…

Fim de ano escroto, você não faz nem idéia.

23 Dezembro, 2007

ode ao saudosismo

Arquivado como: aborrecimentos, ironiadacoisa, moi, music, pan, sigh — marinarama @ 10:45 am

Mané resoluções do ano novo, mas sim as lembranças de 07:

1. li Saramago;
2. li para caraí, na verdade, uns 10 livros de gente no ócio dos hotéis;
3. fiquei amiga de argentinos;
4. conheci espanhóis;
5. pisei no gramado do Maracanã duas vezes (só falta agora com grama);
6. viajei umas 10 vezes, quantas árvores plantar? hohoho
7. passei uma merda ferrenha, mas também aconteceram muitas coisas bem legais.

Karma, galera, o nome disso é karma.

27 Outubro, 2007

ipaneema

Arquivado como: aborrecimentos, carioca, exchange — marinarama @ 11:15 am

Mudei de hotel - porque putaria pouca de terceirizado é bobagem - e estou em Ipanema. Tendo que aturar bitchness de recepcionista que se acha gerente e manejar um notebook zerinho sem conexão. Piloto de teco-teco em jato nunca fez tanto sentido.

Os dias de Copacabana são outrora: adeus, brigadeiro da Gourmet, velhinhos da esquina de Siqueira, cachorros de sapatinhos.

Pergunta se no primeiro dia eu não peguei ônibus errado.

19 Outubro, 2007

Arquivado como: aborrecimentos, caralho, carioca, católica, foda, pff..., sigh — marinarama @ 9:08 am

Isso me lembra outro dia, quando, passando na frente da Igreja São João Batista de noite, tava rolando algum evento especial com apresentação do Santíssimo, gente bonita e elegante na Igreja. Do lado de fora, nas escadarias (o meu ponto de vista) tava esse molequinho engraxate, pedindo esmola. A bizarrice da coisa foi a elegância do Santíssimo e das pessoas, todos de costas e ignorando os pedidos do garoto imundo; contradição mor em um ambiente teoricamente democrático.

FO-DA. Tá cada dia mais difícil.

eu não sei como eu não sou assaltada

Arquivado como: aborrecimentos, aimeudeus, caralho, carioca, foda, moi, pôrra, ódio — marinarama @ 9:00 am

No dia que fui à praia, essa garotinha veio vender chiclete e a gente “não, obrigada”, sendo que ela era dessas meninas fórça e, vendo nosso jornal, se interessou pelas palavras cruzadas. Já fiquei feliz em saber que a juventude miserável brasileira ao menos se interessa por palavras cruzadas - olha só, esses professores de rede pública se esforçam, mesmo! - mas a guria começou a colar do banco O TEMPO TODO, jogando minha teoria por terra. Mas estava ela ali, empolgadíssima, preenchendo os quadradinhos, me perguntando as que não tinham no banco (e eu passando por idiota, porque era só as fodas tipo “a que filo pertencem os jabutis”), enquanto o pessoal falava para a candanga inexperiente “olha aí a sua bolsa, cuidado”. Bicho, uns nove anos devia ter a menina. Só queria atenção. Não entra na minha cabeça como a sociedade chegou ao ponto de desconfiar de gente desse tamanho, de simplesmente ignorar o fato de uma garota dessa idade estar trabalhando por míseros centavos em pleno sábado à tarde. Na hora que ela, cansada da posição desconfortável na areia, perguntou se podia ”sentar na sua canga, tia?”, me deu um sentimento horroroso que eu gostaria de nunca mais sentir.

Aí ontem, voltando pela Real Grandeza de noite, vi essa mulher desviando uma calçada inteira de um garoto mal vestido, com seus, o que?, quinze anos, no máximo. Na hora que passei por ele, estava debulhando em lágrimas, implorando para que eu não achasse que era assalto, que ele tava ali desde não sei que horas, que só queria comer ou voltar para casa. A passagem era R$9,50 (”eu nunca devia ter vindo para cá”), então os meus generosos cinco reais não bastariam, que por favor eu o ajudasse e toda aquela coisa. Eu, exausta na minha querida véspera de folga, simplesmente pedi calma, desejei boa sorte e segui na minha direção, largando o moleque sozinho no mundo aos prantos, com fome, sem rumo. Claro que comecei a chorar dez passos adiante, mas não mudei de atitude e ainda acho que fiz o bastante dando cinco paus pra ele.

O Estado sou eu?

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