on paulie
Ir a um show do porte de um ex-Beatle é uma vida de terapia resumida em três horas. Pra quem só respira Beatles como eu, claro. Há 15 anos, que são quase metade dos meus 28. E ir a um show de um cara de quem você conhece praticamente a carreira inteira pode ser meio decepcionante, porque vc já ouviu tanto as mesmas canções que agora que você descobriu aquela obscurazinha e adotou como xodó não, ela não será tocada porque nem o próprio McCartney deve lembrar a letra.
(essa parte foi rascunhada após o show de 22 de novembro, hj é 29 de maio e há uma semana vi Paul novamente ao vivo)
Vi o mesmo show, só que ele abriu com Hello Goodbye dessa vez e, paul mandado que é, não tocou My Love.
Me fez me dar conta de como me emocionei 576 vezes mais em São Paulo – porque a primeira vez a gente nunca esquece. Ainda assim, me esgoelei e curti até onde pude. Era James Paul McCartney naquele palco, aka the fodest.
E a música dele e daqueles outros três (e de mais uma galera) é o combustível da minha vida.



