post não editável

By: marinarama

Ago 08 2008

Category: moi, sigh

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Meu nome é Marina, tenho 26 anos e leio Piauí para aprender palavras novas. Um professor de espanhol uma vez me disse que eu escrevia bem porque provavelmente lia muito – na verdade, ele afirmou que eu lia muito e eu perguntei como você sabe, Esteban? E ele “porque você escreve bem”. Nunca mais tirei isso da mente. Sinto muitas saudades – saudades, não – penso muito no meu pai diariamente. Não sei se porque é quase dia dos pais e as pessoas não mudam de assunto, não sei se as músicas que ambos escutamos, não sei se o arsenal de piadas/causos/gírias. Um telefone toca ao fundo (em algum conjugado?) e soa igualzinho ao do meu trabalho. Eu sou secretária, minha função é atender telefone, me incomoda horrores ouvir um tocando infinitamente. Tenho um aniversário a comparecer em uma hora ou so, aqui do lado de casa, mas só dormi quatro horas de ontem para hoje, e não vejo a aniversariante ou os antigos colegas de trabalho há bem mais de seis meses, mas a expectativa social vai me fazer sair de casa hoje totalmente contra a minha vontade para ver de qual é e conhecer o tal bar onde o evento ocorrerá. É um bar que aparentemente me agradará sobre maneira. Se me perguntassem em 08/08/88 o que eu estaria fazendo hoje, 08/08/08, provavelmente responderia dentista casada com um paraguaio. Porque eu sou da geração antes da globalização, quando muambas do Paraguai eram o must e também tinha um fascínio por dentistas – bem como sereias – mesmo antes de ter todos os perrengues ortodonticos que eu tive nos anos seguintes. Claudia Raia está se disfarçando no meio de uma multidão paulistana na novela e eu acho isso patético, uma mulher branca alta e fugitiva passar despercebida assim, mas é um mundo onde a sacola do Boticário do tema do Dia dos Namorados indigna o crente lá do trabalho, então acho que basta esse post a la descreva seus sonhos, Freud.

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