Estilo “Minhas férias”
Fui à TIM trocar de aparelho, peguei um w200i pela pura preguiça de pesquisar o que me serviria/ barateza dele para mim/ Pedro tem um igual, já conhecia. Fui atendida por um cara chamado Ted, nem um pouco conversador, com uma aliança do tamanho do mundo na mão esquerda. De repente o celular pessoal dele toca e ele fala “Oi, amor” e eu já imagino uma tchuchuca lá em Engenho de Dentro do outro lado da linha, perguntando se eles tinham na loja um V3 chumbo. “Não, amor, só café” (nomes de cor de celular igual de esmalte, hein?). Foi quando a pessoa que disse pra ele que só tinha café perguntou quem era e ele respondeu “Ezequiel”. Um mundo moderno esse, não? Tenho cara de simpatizante.
Fui almoçar em um desses restaurantes tema camarão e fiquei incomodada com o fato de poder sentar e pedir a comida, sem ter que pagar antes e levar na bandeja. Um atendimento irritante de tão bom - A senhora já foi atendida?, 3 vezes, no mínimo. Aí eu, people watcher, reparei no casal de velhinhos que sentou na mesa da frente - como o tempo é tão mais gentil com os homens e seus bigodes brancos, muito me imagino com um marido de bigodes brancos aos 60 anos. Porque se uma chata que toma bebidas só em copo descartável (chope em copo de Pepsi, pode?) conseguiu o seu coroa bigodudo, eu mereço também.


