As coisas me acontecem durante o dia e eu sempre penso “boa de postar”. Mas esqueço, como tudo na minha vida. E já tentei carregar caderninho na bolsa para evitar esse problema, mas nem me aconteciam coisas interessantes quando eu levava ele na bolsa, e eu achava que me dava mais peso e é impossível escrever em movimento etc.
Então, agora, um esforço mental da minha manhã de sexta:
Estava eu dentro do 154 na Praia, quando ele parou no ponto praquela checagem habitual com o fiscal da empresa, quando eles começam a falar em códigos e o cara anota num papelzinho. E eles geralmente se tratam tão brothermente que eu acho simpático essa individualização do cotidiano do trabalho, mas sou só eu que penso essas merdas, aposto. Voltando. O cara cumprimentou o motorista e ficou naquele papo furado um minuto ou mais, a ponto de não ter visto o número da linha. Foi até a frente do micro-ônibus e lembrou que alguém ali perto queria pegar esse. Falou pra mulherzinha: “Aí, esse 154 passa lá”. Eu não vi a fulana, mas suponho que ela tenha reclamado que era com ar condicionado, porque o cidadão respondeu, colocando a mão dentro do ônibus, no vazio do vão da escada, para ‘avaliar’: “Não, esse não tá muito frio, não”.
Justiça seja feita, ar condicionado de ônibus aqui é uma coisa congelante.
E aí entramos na lógica portuguesa-carioca do transporte público. Ônibus sem ar custa R$2,10; com, R$2,40; metrô (que tem um ar muito menos potente), R$2,60. E os micro-ônibus, que deviam custar mais caro por carregar menos gente, são R$2,25.
Je ne comprends pas.



