eu tava usando esse bloquinho de notas durante o pan, visto que eu sou pessoa das mais esquecidas e era muita informação idiota pra guardar. “ralo entupido 103, garota dos shorts 407″, coisa assim. serviu para anotar os emails de todos, endereços, futuras hospedagens argentinas. e, é claro, para as mental notes do cotidiano de ônibus. eu, como boa usuária do transporte público - parágrafo:
nesses tempos de reeducação ambiental o eufemismo de “pelo menos eu poluo menos que os carros; se todo cidadão de bem andasse de ônibus/trem/metrô o mundo seria bem melhor” me contenta. não sou fodida por não ter grana para um carro, sou uma anti-poluente ambulante
fim do parágrafo - o rio de janeiro tem uma rede rodoviária 190 milhões de vezes melhor que a candanga. primeiro que não se anda um quilômetro até o ponto; segundo que há ônibus para todo e qualquer (todos os caminhos levam à central ou à praça XV). já recebi, de fato, tal conselho: se um dia estiver perdida na vida, pegue qualquer coisa para a central ou a praça XV que de lá se chega em casa. everybody wants to go to hollywood my ass.
mas as mental notes, claro. a ver como anotei. “caspa, cabelos” - creio eu que 90% da população adulta brasielra tem caspa. nesses dias de inverno que os cariocas tiram os casacos do mofo, é uma fartura. todos os que sentam na minha frente sofrem da condição. triste. não mais triste que os tons de tinta de cabelo, claro. aquelas senhorinhas de mil novecentos e bolinhas com tons super naturais de wellaton acaju. alguém crie uma ong para as coitadinhas.
“paradiso fm”. deve ser só daqui do rio, essa plagiadora de jingles do seinfeld (igualzinho, igualzinho!) que só toca coisas repetidas a la shania twain, hey jude e uma MUITO RUIM que eu sempre escutava e pensava comigo mesma : é, o rapaz um dia aprende a fazer uma música com duas partes decentes”. qual não foi minha surpresa ao saber que se tratava de “everybody’s gonna dance tonight” (ou coisa que o valha) do novato paul mccartney. tcs tcs. um repertório brega, por assim dizer. mas quem não é brega, diga-me?
“rio card”, que lá em brasília pelo menos não tinha. um cartão magnético com créditos a serem debitados pela maquininha da catraca. ao invés de dar 2 reais pro cobrador todo dia, passa o cartãozinho. cobrador, uma profissão em extinção (quem ostentará unhas longas do mindinho agora?). a breguice da situação não é dessa natureza, entretanto. é que a maioria dessa gente deixa o cartão magnético dentro da carteira. alguém muito perspicaz descobriu que só colocando a carteira no leitor, sem tirar o cartão de dentro, passa. deve ter sido o ápice do dia para a galera porque é uma satisfação pessoal colocar aquelas carteiras da C&A no leitor, estilo pequenos prazeres amelie poulain. mas, novamente, o mundo é brega. eu escuto abba e sidney magal, minha avó tem vasos de flores artificiais no banheiro, com direito a pinguinhos de orvalho artificiais. eu tenho que fazer um post com fotos de coisas bregas nesta casa. aguarde.