Ai que esse blog tá muito Francisco Ferdinando.
Manah Manah, come to my rescue!
all the boys i hate/ all the girls i hate/ all the words i hate/ all the clothes i hate
Não se esforce muito pra me irritar. Às vezes a sua própria existência já me basta.
Enviar textos metidos a engraçados, abarrotados de palavrões, atribui-los ao Jabor (que triste a sua inspiração), ao Millôr (melhorou) ou ao Veríssimo (ainda há esperança no mundo) é uma boa medida.
Questionar o meu profissionalismo, reclamar de algo que eu não poderia ter feito de qualquer maneira é outra.
Gritar (de alegria, de tristeza, de raiva, EM DISCUSSÕES) é a maior de todas.
Ainda bem que pelo menos o Kapranos me entende.
Engraçado como é tudo tão irônico. Se a vida fosse pré-determinada - o futuro, as escolhas e tudo o mais - pense como seria idiota. Deus te daria um formulário estilo McLanche Feliz, escolha os seus três melhores amigos para a vida. Você, espírito, feto, massa celular, que seja; fazendo escolhas e programando a vida terrena. Eu nunca escolheria aqueles que são os meus amigos hoje, 26 de maio de 2007. Do mesmo modo que se Deus me fizesse escolher agora o resto da minha vida, certamente erraria escolhendo alguéns que eu, com 57 anos, detestarei.
Louco, né?
Deve ser por isso que Ele - Ela? It? Das? - decidiu que parente ninguém escolheria.
Tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não.
Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo.
Elis deu pra falar comigo no mp3 ultimamente.
um mundo que anda hostil
Saindo da rodoviária agorinha, eu leio na lataria de um ônibus, todo imponente: “ar condicionado ecológico”. Pouco antes do próprio veículo soltar fumaça suficiente por três do tamanho dele.
Tudo errado, tudo errado.

Sobre a Aracy de Almeida, “a cantora do Noel”:
“No final dos anos 30, Aracy dividiu o travesseiro com o então goleiro do Vasco da Gama, time de coração. (…) Conhecido como Rey, o goleiro disse que, certo dia, em casa, começou a encerar o chão para se exercitar - Aracy estava fora - quando batem à porta. Ele atendeu e deparou com o incansável (e pouco confiável) David Nasser, que queria mostrar uma música para a cantora. O jogador, que foi também goleiro da seleção, disse que se o compositor encerasse toda a casa, Aracy gravaria a música. Nasser empunhou o vassorão e, em duas horas, o chão brilhava. Quando chegou em casa, Aracy se surpreendeu com o belo trabalho. Rey contou a história, defendeu Nasser, e Aracy gravou ‘Com Razão Ou Sem Razão’. O amor é realmente lindo.“
Não é para se odiar gente que digita sem dar espaço entre as frases?Porque é uma questão estética, pôrra.Mesmo que a pessoa venha com o papo de ser de exatas,não saber escrever,esse lugar comum.Será que não passa na cabeça da criatura que é simplesmente errado uma letra grudada num ponto grudadanumaletra?
Eu me irritaria com esse inglês tosco da Marília, também. Nunca falarei mal da fodest Madonna. Só dos filmes dela, mesmo.
“Mas Brasília não tem portas: é espaço claro, extensão mental, claridade construída. Os setores comuns pululam de crianças, seus palácios dão dignidade inédita às instituições. O arquiteto Ítalo, companheiro de Niemeyer, já tem dez anos de Brasília e nos assinala o novo Itamaraty, o Congresso, o Teatro inconcluso, a Catedral, rosa férrea que abre na altura grandes pétalas para o infinito.
Brasília, isolada em seu milagre humano, em meio do espaço brasileiro, é como uma imposição da suprema vontade criadora do homem. Daqui nos sentiremos dignos de voar aos planetas. Niemeyer é o ponto final de uma parábola que começa em Leonardo: a utilidade do pensamento construtivo: a criação como dever social: a satisfação especial da inteligência”.