quem diria
eu atualizo esse blog tão pontualmente que já estamos na estação das enxurradas e eu estava reclamando do calor infernal um post atrás, mas enfim.
hoje fui comprar um guarda-chuva decente naquela pracinha da pedro ernesto que vende os piores lp’s do universo – tirando o 10 anos depois, do ben, que bem vi dia desses e algum sábio já pegou, porque não estava mais lá hoje. fui na banquinha de um senhor desdentado usando capa de chuva amarela e só perguntei “qual o que vai demorar mais a quebrar?”. para que fiz isso? me pergunto até o momento. o homem colocou-se a me dar uma aula de uso e conservação de guarda-chuvas – em que direção do vento abrir, como deixá-lo aberto na varanda assim que chegar da rua, yadda yadda yadda. divertido. cenas cariocas.
depois almocei sozinha no meu velhinho – o meu velhinho bem torce para que todo dia eu não tenha c0mpanhia pro almoço, penso eu – e o filho, neto, talvez, do meu velhinho; aquele cara alto careca me saudou na balança com um “oi moça” com direito a um afaguinho no braço, assim. se ele soubesse que estou blogando sobre o estabelecimento dele, imagina a recepção que eu teria.
por sinal, quem me levou no velhinho pela primeira vez foi syra syrene, era do lado do oculista dela. e eu menti uma vez para aquele puto que tinha que acompanhá-la em uma dilatação de pupila, mas eu bem fui fazer entrevista no consulado britânico e falei siderurgy para steel mill, porque eu sou uma idiota.
